Ferroada (Stinger)

17 Julho, 2008

Glicínia, Wisteria sinensis (Fabaceae)

Glicínia, Wisteria sinensis (Fabaceae)

E a glicínia pintou de azul este cantinho do meu quintal.
Há quatro anos que é assim.
Prenúncio duma promessa em verde esperança.
O provébio: – “As palavras não proferidas são flores do silêncio.”

14 Julho, 2008

Provavelmente as últimas cotovias dos Rodelos-São Gião

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Provavelmente as últimas cotovias dos Rodelos-São Gião

(40°18′5.54″N 8°37′18.46″W)
Neste pequeno trecho de paisagem ainda não destruída …
onde as orquídias ainda crescem.
A cotovia encontrou condições para …

fazer, provavelmente o seu último ninho e pôr três ovos


dos quais três pequenas aves nasceram, se desenvoveram e são uma esperança de continuarmos a ouvir o canto da cotovia de poupa aqui nos afloramentos do Jurássico Médio constituídos por margas as chamadas margas de Lemede e de São Gião com vasta bibliografia publicada.

Ainda se está a tempo de evitar a destruição total desta paisagem, para que as gerações futuras também possam ouvir o canto da cotovia, olhar belas orquídias e fósseis, no seu meio original “in loco” e não virtualmente como neste blog ou num museu. Tudo depende da vontade de quem pode, manda e decide sobre o futuro de tudo isto.

Nesta fotomontagem está uma “cotovia de poupa” de nome cientifíco “Galerida cristata”, que era muito abundante nesta zona da REN (criada também a pensar na cotovia, orquídeas, afloramentos e amonites) e que vai do “Monte Grande” do Zambujal ao “Alto de São Gião” de Lemede.
“A cotovia-de-poupa é uma espécie que se encontra bem distribuída por toda a Europa. Tem um bico castanho claro, comprido e encurvado e uma cauda curta arruivada na parte exterior. A parte superior do corpo é malhada de castanho e castanho amarelado, sendo o peito e o abdómen mais claros. Chega a medir 17 cm de comprimento, e voa sozinha ou em grupos que não ultrapassam os 10 indivíduos. Alimenta-se de sementes e insectos e nidifica entre Abril e Junho numa cova no chão. Põe entre 3 a 5 ovos de cor branco sujo com manchas castanho avermelhadas, que são incubados pela fêmea durante 12/13 dias.” informação de “http://www.bragancanet.pt/patrimonio/faunacotovia.htm

O provérbio: – “Por mau vizinho não desfaças o teu ninho.”

9 Julho, 2008

Belas mini orquídias em risco

Belas mini orquídias em risco

Podem dizer que há muitas destas plantas (selvagens, ou pior, daninhas para os eucaliptos), por aí, mas a verdade é que são raras, no “Horst de Cantanhede” ainda as há, mas até quando?… Só pessoas sensíveis e atentas é que as admiram e tentam defender da ignorância e mesquinhês daqueles que se comportam como se fossem superiores à Natureza que lhes deu o ser e desta só lhes interessa o ter.

É verdade que os que estudam estas plantinhas, que até nem são feias lhes dão nomes esquisitos, tais como: “Ophrys insectifera ´L´” , “Ophrys fuciflora”, “Orchis militaris”, “ophris apifera”, “ophrys fusca” “Ophrys Bombyliflora” mas o povo chama-lhes “Frades”, “Erva abelha” “Erva moscardo” além de outros por analogia aos insectos a que estas orquídias se assemelham, diz quem sabe e as estudou, que estas orqídias, para viver, precisam dum biótopo ou solo de carecteristicas especiais (sem alcatrão das estradas) e duns fungos que vivem em simbiose no seu “hábitat” e que não gostam de resíduos betuminosos resultantes da abertura de valas para o saneamento básico.
Pois foi, os inertes resultantes da obra de saneamento básico do Zambujal (promessa de tubos enterrados e disfuncionais), cuja dona de obra é a Senhora CMC, que até aprovou um Regulamento do Ambiente que é claro no seu artigo 29.º) foram depositados, os inertes misturados com “hidrocarbonetos” chamados de betuminosos de pavimento (LER “Lista Europeia de Resíduos“, ver estes considerados perigosos 17 03 01 e 17 03 03 na referida lista) numa área de vários hectares destruindo todo um ecosistema onde uma fauna e esta além de outra flora (como por exemplo o alecrim do monte) muito particulares deixaram de ter direito à vida.

(40°18′3.58″N 8°37′19.57″W)

Aqui (assinalado pelas setas vermelhas na foto) foram depositados milhares de metros cubicos de inertes com alcatrão (betuminosas de pavimento “estrada”) produzidos na obra de saneamento do Zambujal sendo dona da obra a CMC . Contrariando o Regulamento do Ambiente da CMC (em particular os artigos 17º, 18.º e 19.º) além do legislado para a Reserva Ecológica Nacional onde se localiza a referida zona assinalada na foto de acordo com o PDM da CMC.
O provérbio: – “Nem todo o mato é oregãos.”

4 Julho, 2008

Napoleão, amonites e incompetência

Arquivado em: Cidadania, Denuncia — Tags:, , , , , — carlosrebola @ 3:10 am

Quando Napoleão Bonaparte com o seu vitorioso exercito chegou às pirâmides de Gizé no Egipto dirigiu a palavra de comando aos seus soldados dizendo (pode ser verdade, que a maioria dos homens soldados não entendeu patavina) mas Napoleão gritou-lhes: “do alto dessas pirâmides, quarenta séculos de história vos contemplam” (Napoleão morreu exilado na ilha de Santa Helena).

O que são quatro mil anos comparados com os mais de cento e quarenta milhões de anos com que nos contemplam, estas amonites do Horst de Cantanhede (Rodelos/São Gião, Zambujal)?

Eram toneladas, que a Natureza num “trabalho” lento mas persistente ao longo de milhões de anos preservou para nós e vindouros.
No entanto gente incompetente, pensando o contrário, em meia dúzia de dias destruiu uma grande parte deste trabalho de milhões de anos. Vejam aqui, aqui e aqui o que os incompetentes fizeram para “ganharem” meia dúzia de hectares de terreno, quando para a eternidade à luz da “fé” um metro quadrado é suficiente se enterrado deitado, de pé é muito menos e se for x cremado como a mesma fé fez em tempos não precisa de terreno algum. A isto pode e deve chamar-se “incompetência moral”, senhores “napoleonzitos”…

Tínhamos aqui no Concelho de Cantanhede, Freguesia de Cadima, lugar do Zambujal, um património paleontológico e cultural, raro no país e penso que as gerações futuras e as nossas crianças não merecem o que lhes estão a destruir, “gratuitamente”. O abuso também pode ter outras faces além das vulgarmente conhecidas, triste é que há responsáveis e impunes… quem pode decidir e corrigir sabe…Sabem que o que foi destruído em dias e que demorou milhões de anos a construir, pelo “burilar” da natureza em lentos mas constantes movimentos tectónicos, erosão de limpeza que trouxe ao nosso olhar a maravilha destes seres que viveram à mais de cento e quarenta milhões de anos. Será que os “napoleoezitos” moralmente incompetentes se acham tão (pequenos deuses), quase eternos?É de esperar que um dia classifiquem o que já foi destruído ambos com pompa e circunstância. Há muito tempo que quem decide e é competente está alertado.

E não precisa fazer mais, senão aplicar a lei, porque é competente…

É preciso que levantem o cú dos cadeirões dos gabinetes e vão ao terreno, para que não aprovem, impossibilidades como é o caso dum prédio urbano na Fonte Seca, Zambujal com mais de cem metros de comprimento com uma área bruta de 280m2 e que ainda tem uma casa (habitação legal?) de acordo com o estipulado no PDM (?) e regulamento do urbanismo (?) e ainda por cima o referido prédio recentemente licenciado (?) encontra-se na Reserva Ecológica Nacional sem que a CCDRC tenha conhecimento de tal… além de estar fora do sítio (local) descrito… parte do prédio ocupa “ilegalmente” terreno comunal, reagi no exercício da cidadania que me é solicitada.


Venham ver as amonites aos Rodelos, Zambujal e gritem bem alto, napoleoezitos, “posso mostrar-vos bom povo do Zambujal, aqui do alto da minha competência, 140 milhões de história natural”… “as nossas crianças terão aqui o que muitos gostariam de ter, um livro aberto e bem conservado de paleontologia, geologia e estratigrafia, além deste imenso parque (cerca de dez hectares, comprados “milhões de “eiros”, com muito esforço por todos nós àqueles que outrora ocuparam ilegalmente, este mesmo espaço, hoje parque graças ao esforço e dedicação da autarquia ao bom povo do Zambujal), onde em ambiente natural e sem esforço maior podemos ver o percurso da mãe natureza na evolução da Terra, a nossa casa.”…

Segundo o Professor Galopim de Carvalho e a Professora Helena Henriques me explicaram no que apreendi, esta parte que vemos (fossilizada) não é mais que uma pequena porção da mesma (amonite), a parte terminal do sistema excretor, intestino que resistiu por ter uma grande quantidade de “hematite” (Fe2 O3 ). Ferro, daí a sua cor ferrosa, a carcaça (carbonato de cálcio) era muito muito maior, cálcio (?) ou melhor calcário (CaCO3) que está incorporado na marga, pedra, daí o facto, demonstrado, que podemos respirar “parte do ar” que os dinossauros respiraram o tal (CO3) que fazia porte daquele ar que os dinossauros respiraram há milhões de anos e agora libertado do calcário formado então, através da dissolução do cálcário com ácido diluído em água . Não sei se me expliquei bem, mas entendi o suficiente para perceber a importância do que está em causa, obrigado professores Dr. Galopim de Carvalho e Dr.ª Helena Henriques.

Para melhores esclarecimentos e conhecimento, vão até (Universidade de Coimbra).

O provérbio:- “Se queres conhecer o futuro, olha para o passado.”

2 Julho, 2008

A propósito de Vladimir Maiakovski

Arquivado em: Cidadania — Tags:, , , , — carlosrebola @ 9:12 pm

Vladimir Maiakovski
Poeta russo suicidou-se ou foi “suicidado” com um tiro na cabeça em 1930, escreveu, assim no início do século XX :
Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

Depois de Maiakovski… Escreveu Bertold Brecht

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht (1898-1956)

Depois ecreveu Martin Niemoller, assim:
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…

Martin Niemöller, 1933

E recentemente escreveu assim Cláudio Humberto:

Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho…

Cláudio Humberto, em 09 FEV 2007

Nos nossos dias e lugares
Sócrates, logo no dia da posse atacou os farmacêuticos.
Eu não disse nada porque não sou farmacêutico
A seguir atacou os magistrados, também nada disse porque não sou magistrado.
Depois foi aos médicos e enfermeiros. Também nada disso é comigo, não sou médico nem enfermeiro.
A seguir congelou as carreiras dos funcionários públicos, quero lá saber eu nem sou manga de alpaca.
Maltratou os polícias, os militares, os professores… os padres também não escaparam.
Aumentou os impostos.
Aumentou a idade da reforma, a insegurança nas ruas, nas escolas e até nas nossas casas.

Há mas criou “as novas oportunidades” “o divórcio” a insegurança, o crime, a violência, os “canudos” de férias e Domingos.

Hoje bateu à minha porta com a Lei da mobilidade e atirou-me para o desemprego. Já gritei e ninguém me ouve, até parece que a coisa só me afecta a mim.

O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski.

Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, há muito se tornou inútil…

- Até quando?… Cuidado… Está a chegar a nossa vez… Será que ainda teremos liberdade para gritar?… Até blogosfera, porque incomoda, já está na mira… estejam atentos.

Denunciar é preciso…
(recbido por E-mail)
“Não é difícil morrer nesta vida: / Viver é muito mais difícil “ Maiakovski
O provérbio: – “Calar é a sabedoria dos tolos.”

1 Julho, 2008

A blogosfera incomoda, por isso censura-se como previsão anunciada

Arquivado em: Uncategorized — Tags:, , , — carlosrebola @ 9:50 pm
“Póvoa do Varzim: Decisão inédita de tribunal suspende blog.

O acesso ao blog “Póvoa Online”substituído pelo “póvoaoffline“, «suspeito de prática de acto ilícito», foi suspenso na passada sexta-feira, por ordem judicial, que deu razão a autarcas da Póvoa do Varzim, num processo por difamação contra desconhecidos, noticia o Público desta segunda-feira.”

Ler mais…

A mordaça e a lei da rolha aí está…

O blog “Póvoa Online” foi calado por ordem judicial, ao que parece não procuraram responsabilizar os autores calaram-nos, os termos que incomodavam poderiam ser passíveis de contraditório por serem polémicos e se para uns ofensivos podem ser elogiosos para outros, fascistas, corruptos, incompetentes parecem-me termos que cada vez mais estão sujeitos a lavagem e tratamento de cosmética para serem assim aceites como normais no nosso país ou silenciados, fará isto parte do incumprimento do “novo” acordo ortográfico, há palavras que é proibido usar?

Os ingleses tinham em cada praça das vilas e cidades o “Speak Corner” uma tribuna onde todos os cidadão podiam expressar-se livremente.

Nós temos a blogosfera, mas não tarda (ver comentário), que seja somente, para ser a “voz do dono” ou para piadas, anedotas, fotografias de flores e poesia romântica fados, o que valoriza e é uma mais valia na blogosfera mas a diversidade de opiniões é importante, senão voltamos à revista à potuguesa para se poder dizer, o que se sente da e das situações …

Porque é que em Portugal, qundo alguém denuncia algo que está mal, a primeira coisa que é feita é investigar o denunciante, quando não é anónimo, e depois arquivar a denuncia por falta de credibilidade do denunciante, o facto denunciado raramente é investigado, mas se o PR falar no mesmo facto sem denunciar, basta abordar o mesmo facto, todos os meis disponíveis são postos ao dispor da investigação?

A questão é longa mas merece reflexão quanto mais não seja sobre a qualidade dos cidadãos deste país…

Ainda pode ver o blog “apagado” aqui.

É precoso exercer a cidadania, a democracia não se esgota nas eleições, tome a sério e reflita sobre isto, veja aqui e pense sobre

O provérbio : - “Mais vale um tempestuosa liberdade, que uma tranquila escravidão”

Hello world!

Arquivado em: Uncategorized — carlosrebola @ 9:43 pm

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